5/4/2010
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Assessoria de Imprensa
De acordo com a Associação, a Feira é um importante instrumento para divulgação de posturas, posicionamentos e produtos junto a um público interessado e qualificado
São Paulo, abril de 2010 - O tratamento de resíduos sólidos será o tema central da segunda edição da AMBIENTAL EXPO (Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para o Meio Ambiente) - versão latino-americana da consagrada Pollutec (França), maior evento de meio ambiente do mundo – que acontece de 27 a 29 de abril de 2010, das 13h às 20h, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.
Segundo Carlos Roberto Vieira Silva Filho, assessor jurídico da ABRELPE (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), em 2008, mais de 45% do total de resíduos sólidos urbanos tinham destinação inadequada. Para ele, é preciso que haja um engajamento entre o poder público, as indústrias e a sociedade para que esse lixo seja descartado de forma racional.
Carlos Roberto falou com exclusividade à assessoria de imprensa do evento sobre os desafios da limpeza pública no Brasil, o que fazer para melhorar o destino do lixo, ações necessárias para conscientizar a população quanto à reciclagem e a importância da AMBIENTAL EXPO 2010. Confira abaixo a entrevista:

AMBIENTAL EXPO - Qual o maior desafio da limpeza pública no Brasil?
Carlos Roberto V. Silva Filho - Atualmente o maio desafio na gestão de resíduos está na destinação final dos mesmos. O País já conta com uma universalização quase total na coleta, porém no destino final ainda sofremos com os impactos da destinação inadequada de resíduos que prejudica o nosso meio ambiente, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
AE - Qual tem sido o destino do lixo?
Carlos - Segundo levantamentos da ABRELPE com base em dados de 2008, mais de 45% do total de resíduos sólidos urbanos coletados no Brasil naquele ano tinham destinação inadequada, perfazendo um total de 67 mil toneladas de RSU por dia dispostos inadequadamente, prejudicando o meio ambiente, a saúde pública e a qualidade de vida da população.
AE - O que fazer para conscientizar as pessoas da importância da reciclagem?
Carlos - A conscientização da população é um trabalho árduo e que demanda tempo, porém só é exitoso quando respaldado por ações práticas por parte de poder público e do setor industrial. Para que haja um verdadeiro engajamento e participação da sociedade em projetos de coleta seletiva e reciclagem é preciso que as pessoas sintam que suas ações surtirão efeitos e que concretamente auxiliarão o meio ambiente, do contrário não se sentirão estimuladas a contribuir. O que se nota em muitas localidades no país é que há um intenso discurso, porém sem medidas práticas por parte da Administração Pública e do setor industrial, o que leva a um descrédito e uma não adesão da população aos programas.
AE - Quais os maiores desafios do gerenciamento de resíduos sólidos?
Carlos - Além da necessidade de se adequar a destinação final dos resíduos, como explicado anteriormente, é preciso que sejam viabilizados avanços nesse setor, tanto tecnológicos quanto em termos de sistemas de gestão. Os serviços executados atualmente, em sua grande maioria, são feitos da mesma forma há mais de 30 anos, ressalvadas poucas exceções. Atualmente existem uma série de novas práticas e opções tecnológicas para incrementar a qualidade e eficiência desses serviços, porém é estritamente necessário que haja sustentabilidade financeira dos mesmos a fim de permitir que esses avanços sejam viabilizados. Nesse sentido, é indispensável que haja planejamento para todo o fluxo de gestão de resíduos, de forma que as ações sejam orientadas para atingirem um objetivo final e não simplesmente sejam executadas para dar fim aos materiais descartados. Já existe legislação de âmbito nacional que obriga a elaboração de planos de gestão de resíduos e também demanda estudos de viabilidade técnica e econômico-financeira dos serviços de manejo de resíduos sólidos. É imprescindível que tais determinações legais sejam cobradas e efetivadas.
AE - O que representam as parcerias público-privadas para o setor? Aqueceu o mercado?
Carlos - As PPPs representam uma grande oportunidade de desenvolvimento para o setor, pois trazem a possibilidade concreta de aplicação de recursos nessas atividades, permitindo sua evolução em todas as frentes. No entanto, ainda não existe uma cultura disseminada entre os administradores públicos, principalmente municipais, para a adoção dessa forma de contratação e, em muitos casos, isso é fruto de preconceito e desconhecimento. Por outro lado, a legislação que rege o assunto trouxe algumas restrições que acabam por inviabilizar sua aplicação em muitos casos. Diante disso, ainda não foi sentido um aquecimento no mercado por conta dessa alternativa, porém já contamos com casos concretos de contratos de PPP para os serviços de limpeza urbana, que servem como exemplo de qualidade e desenvolvimento para os demais municípios.
AE - Como a entidade contribui com as questões ambientais? Quais as principais ações?
Carlos - A ABRELPE, como entidade representativa do setor de resíduos sólidos no Brasil, tem como missão promover o desenvolvimento desse setor, sendo capaz de disseminar novas técnicas, fomentar e universalizar a plena adequação da gestão de resíduos sólidos, em prol da sustentabilidade no Brasil. Nesse sentido, desenvolvemos uma série de ações e programas, dentre os quais destacam-se os cursos de capacitação para gestores ambientais, a apresentação de palestras e estudos voltados para essa questão e, anualmente, a publicação do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, documento único que traz dados atualizados e consolidados acerca da situação da gestão de resíduos no país, e que contribui para o conhecimento do quadro atual, subsidiando a tomada de decisão a fim de propiciar a solução mais adequada para cada caso.
AE - Qual a importância da Ambiental Expo?
Carlos - Um evento como a Ambiental Expo traz luz para as discussões sobre um tema que ganha importância crescente a cada dia. As preocupações com a qualidade ambiental e a preservação dos recursos naturais constam das agendas de praticamente todos. Um evento que se propõe conduzir essas discussões e apontar soluções pode ser considerado como um marco para pautar os encaminhamentos futuros, pois concilia as abordagens teóricas apresentadas no Seminário com os aspectos práticos expostos na Feira.
AE - Quais as perspectivas da associação em relação ao evento?
Carlos - Esperamos que as discussões programadas possam servir de base para futuros desenvolvimentos e que os equipamentos e soluções em exposição na Feira tenham aplicação prática pelo público consumidor, fazendo com que o evento também seja um importante gerador de negócios e empregos.
AE - Por que participar de um evento como a Ambiental Expo?
Carlos - Para contribuir com as temáticas trabalhadas, visando o desenvolvimento e fortalecimento do setor ambiental, principalmente o de resíduos sólidos, campo de atuação da ABRELPE.
AE - Como a feira pode ser comparada com outras ferramentas de marketing?
Carlos - A Feira é um importante instrumento para divulgação de posturas, posicionamentos e produtos junto a um público interessado e altamente qualificado, constituindo-se numa vitrine de alta visibilidade para todos aqueles que dela participam.
AE - A AMBIENTAL EXPO é um Evento Responsável, já que firmou parceria com a consultoria Reciclagem que promoverá a sustentabilidade do evento. Como a associação se preocupou com essa questão?
Carlos - A ABRELPE está constantemente preocupada e busca incansavelmente a sustentabilidade de suas ações. Nesse sentido, há algum tempo adotamos os princípios de redução na geração de resíduos, com práticas efetivas que previnem a geração; encaminhamos os materiais recicláveis produzidos para sistemas de reciclagem e desde 2008 temos feito a neutralização das emissões de gases de efeito estufa em todos os eventos que realizamos.
Organizado e promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, em parceria com a ABDIB (Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base), a AMBIENTAL EXPO deve ocupar uma área de 7.000 m², além de reunir cerca de 100 expositores e receber um público de 9 mil visitantes.
Mais informações para a imprensa
Antonio Alves
Coordenador de Comunicação Reed Exhibitions Alcantara Machado
E-mail: antonio.alves@reedalcantara.com.br
Communica Brasil
PABX: (11) 3868-0300
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