ESPECIALISTAS DEFENDEM INCINERAÇÃO COMO MELHOR ALTERNATIVA TECNOLÓGICA PARA REDUÇÃO DE ATERROS SANITÁRIOS

29/4/2010 | Assessoria de Imprensa

São Paulo, abril de 2010 - No segundo dia do Congresso AMBIENTAL EXPO 2010, que ocorre paralelamente a AMBIENTAL EXPO 2010 (Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para o Meio Ambiente), um dos focos da discussão foi “Tecnologias e Experiências para Gestão de Resíduos Sólidos”.

De acordo com o moderador da mesa redonda, Newton L. Azevedo, vice-presidente da ABDIB (Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base), para que haja adesão aos projetos que visam as alternativas tecnológicas na gestão de resíduos sólidos é fundamental a existência de um arcabouço jurídico e institucional que ofereça garantia às empresas e que os prefeitos compreendam a solução de maneira integrada, ou seja, água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem.

O vice-presidente da Pöyry, Jean-Jacques Nyffenegger, apresentou modelos de tecnologias aplicadas na sede da empresa e explicou, por exemplo, que na Europa não utilizam o ferro nas construções e que o sistema de combustão tem influência no gás, mas muito pequena. “Os custos da implantação de fábricas e do tratamento que são feitos para uma tonelada de resíduos é relativamente baixa. Por isso, devemos procurar e optar pelo modelo ideal de acordo com a infraestrutura de cada fábrica”, afirmou. Além disso, são feitas a limpeza e neutralização nos processos para que nenhum resíduo vá para os rios. “Nesse caso é uma tecnologia de alto custo e investimento alto. Em Xangai temos uma fábrica de incineração de sedimentos, enquanto na Finlândia o processo utilizado é o semi-seco”, detalhou.

Nos países em desenvolvimento há três tipos de sistemas: o seco (sem a utilização de água, mas com reagentes químicos); semi-seco e o úmido. Diferente da França, a Alemanha cobra € 100 para a incineração. Já na França esse valor é de € 210. “As tecnologias estão disponíveis. Uma experiência com elas e análise dos resíduos antes da combustão é o que vai definir qual a tecnologia adequada a ser implantada”, ressaltou. O tratamento térmico também foi defendido por Antônio Bolognesi, presidente da EMAE (Empresa Metropolitana de Água e Energia). Segundo ele, há 100 anos já se falava dessas alternativas. “Ainda hoje estamos patinando no mesmo assunto enquanto países desenvolvidos já realizam essas atividades há décadas”, disse.

Bolognesi ressaltou ainda que cidades como Paris, Viena, Porto e Lisboa já dispõem de modelos que podem ser aceitos. “É preciso partir do princípio de que o aterro sanitário é a última opção, ou seja, primeiro vem a redução, depois a reutilização de tudo o que é possível, a reciclagem/compostagem, recuperação energética e, por fim, os aterros sanitários. Este último, na Europa, só é utilizado para  resíduos que mesmo após a incineração não puderam ser aproveitados”, explicou. O especialista explanou ainda que, no Brasil, 25% são lixões, 19% aterros controlados e 54,9% aterros sanitários. No entanto, São Paulo apresenta um quadro mais positivo, pois há somente 4% de lixões e 12% de aterros controlados. “Nossa meta para este ano é que os 4% cheguem a zero”, afirmou.

Além de ser uma alternativa rudimentar, os aterros sanitários causam contaminação do ar. O executivo ressaltou que essa é uma solução em lugares onde não há condições tecnológicas e financeiras para se fazer incineração ou onde não se aproveitou grande parte dos resíduos. “Mesmo assim não é uma solução ambiental adequada para a sociedade moderna. Uma tonelada de resíduos, por exemplo, tem o mesmo impacto que um barril de petróleo de 200 litros”. Conforme dados apresentados durante a palestra a quantidade de energia liberada em um lixão é altíssima. Em São Paulo se produz cerca de 1,23 kg/dia de lixo por pessoa, enquanto uma família de cinco pessoas eleva esse número para 2.244,7 kg/ano, o que equivale a uma energia produzida de 1.1672 kwh/ano ou ainda ao consumo médio de uma família que utiliza 300 kwh/mês. “São Paulo produz diariamente 12 mil tonelada de lixo por dia”, afirmou Bolognesi.

Durante a apresentação, ele defendeu ainda que uma das soluções seria a captação do gás de aterros sanitários em motores ou turbinas. “Acreditamos ser ideal a recuperação da energia antes dos resíduos serem aterrados. Um dos melhores métodos é o tratamento térmico. Essa energia dos resíduos produz energia elétrica ou a vapor. O que não se consegue reciclar não se deve aterrar, mas incinerar. Já existem 800 plantas de incineração no mundo. Os países mais verdes do mundo têm essa técnica, por que nós não podemos ter?”, questionou.      

A partir disso, o especiallista apresentou alternativas que o mercado pode encontrar e que já estão em uso, tais como a mass burning, plasma, gaseificação e o leite fluidizado. E em todo o mundo são tratados com essas tecnologias, 300 mil, 300, 20 mil, 80 mil toneladas/dia respectivamente. “O mass burning reduz em 90% os volumes de resíduos, não requer o pré-tratamentos deles, possibilita o controle das emissões, abate poluentes contidos nos resíduos, são aplicadas em regiões densamente povoadas, dentre outras”. Ainda, segundo o executivo, o ideal seria ou pagar mais caro ou conseguir redução de valores por meio de incentivos governamentais.

Mais informações:
AMBIENTAL EXPO 2010 (Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para o Meio Ambiente)
Data: 27 a 29 de abril de 2010
Horário: 13h às 20h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1.209
Telefones: (11) 3060-4893 / 4894
www.ambientalexpo.com.br
Acesso dos visitantes: Credenciamento on-line gratuito pelo site ou convite de expositor

Para mais informações à imprensa:
SALA DE IMPRENSA: (11) 2089-7434

Gerência de Comunicação Reed Exhibitions Alcantara Machado
Antonio Alves - antonio.alves@reedalcantara.com.br

COMMUNICA BRASIL - Assessoria de Imprensa
PABX: (11) 3868-0300
Andréa Funk – andrea@communicabrasil.com.br
Antonio Junior – antonio@communicabrasil.com.br
Patricia Gattone – patricia@communicabrasil.com.br
www.communicabrasil.com.br

Sobre a Reed Exhibitions Alcantara Machado

Criada em abril de 2007, a Reed Exhibitions Alcantara Machado é resultado da joint venture firmada entre a maior promotora de feiras do mundo – a Reed Exhibitions, presente no Brasil desde 1997 – e a maior da América Latina – a Alcantara Machado Feiras de Negócios, fundada em 1956 e que teve seus primeiros eventos, a Feira Internacional da MECÂNICA, em 1959, e o SALÃO DO AUTOMÓVEL, em 1960.

No biênio 2008-2009, a Reed Exhibitions Alcantara Machado recebeu cerca de 2,5 milhões de visitantes nos 50 eventos realizados, que ocuparam 1,739 mil metros quadrados de exposição, contando com a participação de 17.419 expositores nacionais e internacionais, dos mais diversos setores da indústria. Entre os objetivos da promotora estão propiciar aos expositores e seus clientes a oportunidade de incrementar negócios, trazer eventos internacionais para o Brasil e realizar novas parcerias.

Com escritório na cidade de São Paulo, a Reed Exhibitions Alcantara Machado conta com a colaboração de mais de 150 funcionários e realiza 42 feiras de negócios no Brasil, de setores como: Alumínio; Automotivo; Construção, Imóveis e Design de Interiores; Cultura; Elétrica, Energia e Automação; Eletrônicos e Engenharia Elétrica; Embalagem, Impressão, Logística e Transformação; Engenharia, Fabricação e Processamento; GEO Tecnologia; Iluminação, Ar-Condicionado e Refrigeração; Imagem e Entretenimento; Indústria Têxtil; Infraestrutura; Manufatura; Mecânica; Petróleo, Óleo e Gás; Plástico; Química e Petroquímica; Saneamento e Meio Ambiente; Segurança Eletrônica e Urbana; Tecnologia Agrícola; Turismo

Entre os eventos integrados recentemente ao portfólio, destacam-se BIENAL DO LIVRO, QUÍMICA & PETROQUÍMICA, CONSUMER ELECTRONICS BRASIL SHOW, CASA & DECORAÇÃO SHOW, SALÃO DUAS RODAS, BRASIL OFFSHORE, AMBIENTAL EXPO, EXPO SÍNDICO SECOVI CONDOMÍNIO, AUTOMEC PESADOS & COMERCIAIS e EXPOALUMÍNIO.

SOBRE A REED EXHIBITIONS

A Reed Exhibitions é a principal organizadora de eventos do mundo, reunindo mais de 6 milhões de profissionais ao redor do mundo, gerando bilhões de dólares em negócios. Hoje, os eventos da Reed estão presentes em 35 países, distribuídos pelas Américas, Europa, Oriente Médio e Ásia e organizados por 35 escritórios próprios que empregam mais de 2.500 funcionários.

A Reed Exhibitions organiza uma série de eventos, incluindo exposições, conferências, congressos e reuniões. O portfólio contém mais de 440 eventos que atendem 44 setores da indústria.

O estreito relacionamento da Reed com profissionais, associações de classe e órgãos governamentais assegura que cada evento seja de interesse e relevância para os mercados atendidos. Como resultado, muitos eventos da Reed são líderes em suas áreas.
A Reed Exhibitions pertence à Reed Elsevier Group plc, uma companhia listada entre as 100 maiores da Bolsa de Valores de Londres e líder mundial na divulgação e geração de informações.


Return to Press Index