Congresso Ambiental EXPO: Empresários e governo se mobilizam para disseminar projetos de financiamento e apoio ao mercado de Carbono

29/4/2010 | Assessoria de Imprensa

O debate teve como objetivo principal apresentar ao setor todas as alternativas para medição e controle de emissão de gases de efeito estufa que já existem no mercado.

São Paulo, abril de 2010 - No último dia do Congresso AMBIENTAL EXPO 2010, que ocorreu paralelamente a AMBIENTAL EXPO 2010 (Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para o Meio Ambiente), o debate teve como objetivo principal apresentar ao setor todas as alternativas para medição e controle de emissão de gases de efeito estufa que já existem no mercado. Para dar início o empresário Eduardo Freitas, sócio-diretor da empresa EcoAct, relembrou que o mercado de Kyoto é regulado pelo Protocolo de Kyoto, no qual determina metas de emissões aos países membro (industrializados e desenvolvidos).

Destacou também as principais discussões definidas durante o encontro de Copenhagen, no final de 2009, este que teve como objetivo estabelecer a maneira pela qual o mundo vai encontrar alternativas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. “Não há alternativa, nós temos que limitar o aumento global de temperatura a 2ºC ao ano. Mas, infelizmente, estamos muito longe disso, porém, se não alcançarmos essa meta as consequências serão muito graves. É um caminho sem volta”, ressaltou. E ainda reforçou que para a disseminação do uso das novas tecnologias acontecerem será preciso equacionar as ferramentas de maneira global.

No Brasil já há uma Política Nacional de Mudanças Climáticas que considera dentre as diretrizes o apoio a atividades e tecnologias de baixa emissão. Entre os benefícios estariam as alíquotas diferenciadas, isenções, compensações e incentivos. O Estado e a prefeitura de São Paulo também aderiram ao projeto. Na capital se prevê uma publicação de inventário municipal de emissões a cada cinco anos, bem como benefícios econômicos para aqueles que reduzirem ou mitigarem as emissões. No âmbito estadual a meta é a criação de Registro Público de Emissões com adesão voluntária, ou seja, empresas que certificarem esse dados também serão beneficiadas.

O impacto de uma não-conscientização sobre as necessidades de se implantar medidas imediatas, segundo dados apresentados durante a palestra, pode refletir – por exemplo - na falta de acesso a água potável de até 250 milhões de africanos até 2020. Segundo Eduardo, os projetos para redução de emissão de gases de efeito estufa mais seguros, de acordo com a Point Carbon, são os renováveis, de eficiência energética, troca de combustíveis, emissões fugitivas, processos industriais, aforestamento, reflorestamento e dejetos. “Com essas implementações é possível obter redução de custos, ganhos de imagens e antecipação a novas legislações e demandas do mercado”, explicou o executivo.

Números de 2007 apontam que as emissões de gases de efeito estufa em nível global registravam 15% para florestas, 13,5% agricultura, 19,4% indústrias, 7,9% residências e prédios comerciais, transporte 13,1% e 25,9% para geração de energia. Para colaborar com o setor a Nossa Caixa Desenvolvimento, agência de fomento paulista, anunciou recentemente a Linha de Financiamento Economia Verde. O objetivo é contribuir com a lei promulgada pelo Estado de São Paulo que prevê meta de 20% até 2020 nas emissões. “Em março deste ano completamos 365 dias de inauguração dessa linha e atingimos R$ 200 milhões de crédito”, disse Gilberto Fioravante, superintendente de Operações e Negócios.

As linha de crédito para a agricultura vão contemplar, por exemplo, a substituição ou adaptação de equipamentos movidos a diesel por biodiesel, gasolina por etanol, óleo por gás natural e o gás de petróleo liquefeito por biogás. Ainda nessa categoria será possível instalar biogestores para tratamento de resíduos que realizem aproveitamento energético. Para o setor de transportes está a troca de combustível da frota de ônibus, tendo como uma das opções o elétrico. Na construção civil as edificações terão parâmetros sustentáveis a partir do reuso de água e eficiência energética. Há ainda a elaboração de projetos com mecanismos de desenvolvimento limpo, com foco no comércio de crédito de carbono baseado em estruturas de sequestro ou mitigação. A taxa de juros será de 6% ao ano, corrigido pelo IPC-FIPE, com prazo de até cinco anos, sendo um de carência. Além disso, até 100% do projeto poderá ser financiado.

Em São Paulo...

Para concluir o debate, Bianca Focante de Oliveira, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, afirmou que a capital tem hoje mil quilômetros quadrados de áreas urbanizadas e destacou que São Paulo foi construída nos locais favoráveis à urbanização. No entanto, o intenso e rápido crescimento da urbanização gerou graves problemas. “Há muita concentração de indústrias nas regiões centrais. O cidadão utiliza o meio de transporte e se desloca por grandes distâncias, o que gera trânsito e emissão de poluentes. Houve uma evasão de população na região central nos últimos anos”.

Ainda de acordo com Bianca, o Inventário de Emissões de 2005 da cidade revelou um total de 15.741 de gases de efeito estufa, sendo 75% oriundos do uso de energia e 25% de resíduos sólidos. Para agregrar novas forças ao combate de emissões de gases de efeito estufa criou-se em São Paulo, no ano de 2009, o Comitê Municipal de Mudança do Clima e Ecoeconomia, voltado para abranger os setores de transportes, energia e gerenciamento de resíduos. “Uma das alternativas foi a criação de uma ciclovia, ainda pequena, com 14 quilômetros de extensão na Marginal Pinheiros. Nosso objetivo é integrar essas iniciativas aos outros modos de transporte, tais como os veículos elétricos”, exemplificou.
 
Conforme levantado durante o debate, a Prefeitura estuda a possibilidade de como realizar a recarga de veículos para que o projeto de levar às ruas meios de transportes movidos a eletricidade seja viável. Alguns ônibus movidos a etanol já circulam na capital desde janeiro de 2010. Além disso, ela explicou que os prédios da prefeitura precisam comprovar, hoje, que a construção será sustentável e que tenha a utilização de madeiras com procedência legal. “Temos também usinas de biogás nos aterros Bandeirantes e São Paulo. Afinal, a queima de gás metano produz energia suficiente para abastecer 700 mil habitantes”, detalhou. 

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Sobre a Reed Exhibitions Alcantara Machado

Criada em abril de 2007, a Reed Exhibitions Alcantara Machado é resultado da joint venture firmada entre a maior promotora de feiras do mundo – a Reed Exhibitions, presente no Brasil desde 1997 – e a maior da América Latina – a Alcantara Machado Feiras de Negócios, fundada em 1956 e que teve seus primeiros eventos, a Feira Internacional da MECÂNICA, em 1959, e o SALÃO DO AUTOMÓVEL, em 1960.

No biênio 2008-2009, a Reed Exhibitions Alcantara Machado recebeu cerca de 2,5 milhões de visitantes nos 50 eventos realizados, que ocuparam 1,739 mil metros quadrados de exposição, contando com a participação de 17.419 expositores nacionais e internacionais, dos mais diversos setores da indústria. Entre os objetivos da promotora estão propiciar aos expositores e seus clientes a oportunidade de incrementar negócios, trazer eventos internacionais para o Brasil e realizar novas parcerias.

Com escritório na cidade de São Paulo, a Reed Exhibitions Alcantara Machado conta com a colaboração de mais de 150 funcionários e realiza 42 feiras de negócios no Brasil, de setores como: Alumínio; Automotivo; Construção, Imóveis e Design de Interiores; Cultura; Elétrica, Energia e Automação; Eletrônicos e Engenharia Elétrica; Embalagem, Impressão, Logística e Transformação; Engenharia, Fabricação e Processamento; GEO Tecnologia; Iluminação, Ar-Condicionado e Refrigeração; Imagem e Entretenimento; Indústria Têxtil; Infraestrutura; Manufatura; Mecânica; Petróleo, Óleo e Gás; Plástico; Química e Petroquímica; Saneamento e Meio Ambiente; Segurança Eletrônica e Urbana; Tecnologia Agrícola; Turismo

Entre os eventos integrados recentemente ao portfólio, destacam-se BIENAL DO LIVRO, QUÍMICA & PETROQUÍMICA, CONSUMER ELECTRONICS BRASIL SHOW, CASA & DECORAÇÃO SHOW, SALÃO DUAS RODAS, BRASIL OFFSHORE, AMBIENTAL EXPO, EXPO SÍNDICO SECOVI CONDOMÍNIO, AUTOMEC PESADOS & COMERCIAIS e EXPOALUMÍNIO.

SOBRE A REED EXHIBITIONS

A Reed Exhibitions é a principal organizadora de eventos do mundo, reunindo mais de 6 milhões de profissionais ao redor do mundo, gerando bilhões de dólares em negócios. Hoje, os eventos da Reed estão presentes em 35 países, distribuídos pelas Américas, Europa, Oriente Médio e Ásia e organizados por 35 escritórios próprios que empregam mais de 2.500 funcionários.

A Reed Exhibitions organiza uma série de eventos, incluindo exposições, conferências, congressos e reuniões. O portfólio contém mais de 440 eventos que atendem 44 setores da indústria.

O estreito relacionamento da Reed com profissionais, associações de classe e órgãos governamentais assegura que cada evento seja de interesse e relevância para os mercados atendidos. Como resultado, muitos eventos da Reed são líderes em suas áreas.
A Reed Exhibitions pertence à Reed Elsevier Group plc, uma companhia listada entre as 100 maiores da Bolsa de Valores de Londres e líder mundial na divulgação e geração de informações.


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